Por Jefferson Procópio: Crise de identidade – Porque é tão difícil ser autêntico nos dias atuais?

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Século XXI – O período que marca uma palavra tão simples, mas que carrega uma força destrutiva gigantesca, e, se tem palavra que está ecoando na cabeça e no sentido de muita gente é ela, a autenticidade. Muitas pessoas a confundem com destreza, dizer o que pensa e só fazer o que “lhe dá na telha”, mas seu conceito não é bem assim e abrange muito mais do que se diz.

Redes sociais, perfis com uma realidade “X”, crises de identidade são muitas vezes identificadas a cada clique dado… Parece que neste século vanguardista, o conceito de ser dono do próprio nariz e/ou ser o rei de seu castelo de uma pessoa só ganhou uma nova importância e um significado cada vez mais contraditório. Tentamos ser quem não somos, idolatria por coisas vans, ou por feitos futuros, gritando a plenos pulmões a melhor das expectativas que podemos imaginar.

Mas porque tanta falta de autenticidade?

Em nossa interação com o mundo, somos influenciados por todo tipo de informação. No passado, essas informações chegavam prioritariamente através de conversas e da observação da natureza. Hoje em dia a internet está aí, bem nas nossas mãos em smartphones, notebooks, tablets, computadores, TV’s, nos aviões, ônibus, escolas e em breve nas geladeiras e outros eletrodomésticos. Isso faz com que a quantidade de informações com que temos contato ultrapasse qualquer limite jamais imaginado.

Assim lidamos com uma enxurrada diária de histórias e estilos de vida de pessoas das mais diferentes culturas, raças e classes sociais. Atitudes, iniciativas, condutas, cases de sucesso e fracasso – nas mais diversas áreas – são exemplos para refletirmos e avaliarmos o que nos diz respeito e o que não. Ora esses exemplos podem ser super inspiradores, ora podem confundir nossa cabeça para construirmos um caminho autêntico.

Estamos vivendo um momento de transição global, deixando antigos paradigmas e começando a viver em uma sociedade diferente, com outros valores. Muitas pessoas se questionam como dar o próximo passo. Como eu me movo agora nesse mundo que está diferente? Nesse mundo que está pedindo mais colaboração, compartilhamento, compaixão, intuição e empatia. Por mais incrível que pareça, ao adentrar nesse caminho de “personalidade inventada” vamos condicionando nossa vivência, mostrando ao mundo que somos criados do nada e deste nada, vamos nos encaixando em tribos ou sendo escanteados pela própria sociedade impositiva.

Então como ser autêntico neste mundo de facetas?

Não há resposta, mas aquela palavra surge como alternativa – ser autêntico. Se formos sempre naturais, genuínos, podemos conseguir mais respeito por muito mais pessoas e aqueles que nos amam e quer sempre nosso bem. Não pode, de forma alguma, haver receio em ser aquilo que você nasceu para ser; a nossa personalidade e a nossa fibra, de revelarmos as nossas fraquezas e os nossos medos, de rir e gargalhar como se não houvesse amanhã, de olhar nos olhos e dizer o quanto amamos alguém, de viver a vida sempre de bem e com pouco a reclamar.

Acredito que o desafio de ser autêntico reside em agir de total acordo com nosso Eu mais profundo, com nossa verdadeira essência; aquela que contém valores, talentos e tudo aquilo que mais prezamos na vida. Afinal, para se tornar autêntico é preciso olhar para o passado e também para dentro de si mesmo. Ao termos coragem de manter um canal aberto com a nossa verdadeira essência, que também carrega toda a nossa história, encontraremos uma maneira autêntica de nos expressarmos no mundo.

Carregue sempre aquela máxima que muitos influenciadores de autoajuda afirmam em suas palestras: Seja sempre você! Sempre! Não mude, melhore. Não discuta, melhore os seus argumentos. Seja sempre como você é e não como as outras pessoas gostariam que você fosse.

 

 

Jefferson Procópio – Bacharelado em Direito com Extensão em Ciência Política

 

Da Redação / Portal Araçagi

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