Grávida de risco recebe auxílio em ambulância sem médico e aparelhos

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Caso aconteceu em Londrina, no norte do Paraná; ela gravou vídeo. 

Diretor de urgência da prefeitura reconhece equívoco de médico.


325421Uma gestante de Londrina, no norte do Paraná, reclama das condições da ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) que a atendeu no domingo (30). Aline Samara está passando por uma gravidez de risco. O veículo que a levou ao hospital não tinha maca, nem equipamentos de manutenção da vida. Revoltada, ela fez um vídeo, mostrando as condições da ambulância.

“Não tinha maca, não tinha um apoio para segurar, não tinha nenhum equipamento, não tinha uma pessoa para estar ali junto comigo, caso me desse uma pressão alta. Não tinha apoio nenhum. Era um papelão no chão”, conta Aline que estava com um início de aborto, no sétimo mês de gestação.

A gravidez dela é considerada de risco porque Aline sofre com uma série de problemas de saúde, como diabetes. No momento em que passou mal, além do sangramento, o nível de glicose no sangue estava muito alto.

A ambulância do Samu que levou a paciente ao hospital foi doada pelos Bombeiros, para o chamado Transporte Emergencial Centralizado (TEC). O serviço deveria ser usado apenas em casos menos graves, nos quais vão apenas o paciente e o motorista.

Segundo Aline, o marido dela chegou a conversar com um médico do Samu, antes de a ambulância ser enviada. “Eles foram avisados que eu estava passando mal, meu marido falou com o médico na hora, para mandar o atendimento. Ele sabia que eu estava com uma hemorragia, de 27 semanas de gestação. Sabia que meu diabetes estava alto, que eu estava com contração e tudo. Mesmo assim, foi isso que mandram” reclama.

“Eu fiquei com muito medo mesmo de ter ido ali dentro. Mas eu fui porque eu estava com muita dor e não tinha como”, lembra. Quando recebeu alta, ela preferiu ir por conta própria para casa, sem a ajuda das ambulâncias do Samu.

O diretor de urgência e emergência em saúde da Prefeitura de Londrina, Vander Lúcio de Oliveira Oussaki, reconheceu que o médico responsável pelo pré-atendimento de Aline se equivocou. “Lembrando que o condutor é um condutor treinado, para reconhecer os sinais de gravidade, ele poderia também, no momento, visto a gravidade, acionar o médico para ir até o local ou mesmo a equipe de saúde”, afirmou.

Oussaki também comentou o estado de conservação do carro. “Existe um desgaste normal do mobiliário interno da ambulância, mas a gente pode afiançar que, com certeza, essa ambulância estava, no momento, apta a rodar com segurança, pela manutenção preventiva dela”, disse.

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