Empatia – a difícil [e nobre] tarefa de se colocar no lugar do outro – Por Laís Aparecida

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Devemos dar graças ao número de meios amplos de conexão no mundo tecnológico, mas entristece a quantidade mínima de informações valorosas. A empatia tem sido um exercício cada vez mais difícil na vida dos seres humanos devido aos tantos canais conectivos da sociedade, que simultaneamente também fazem papel de afastamento nas relações interpessoais.

Podemos entender a empatia como a capacidade de compreender o estado emocional e cognitivo de outras pessoas ou de nós mesmos. No entanto, não é um exercício fácil nem simples e, às vezes, para conseguir realizá-lo é necessário deixar de lado os estereótipos e julgamentos com os quais nossas mentes estão tão acostumadas. O mundo de outra pessoa ou nosso próprio mundo são complicados o suficiente para exigir uma grande parte da nossa atenção a fim de  serem compreendidos. E por isto, infelizmente, poucos se habilitam a fazer.

O egocentrismo, a desconfiança, a perda de valores, as divisões étnicas, educativas e de estrato social, a ambição e a disputa individual para se chegar o mais alto possível a qualquer preço são inimigos da empatia. E podemos dizer que a falta dela também tem suas consequências. Nos afasta dos braços aconchegantes e sinceros, do presente desinteressado, do sorriso amigo, da mão estendida que não pede nada em troca. Tantas pessoas hoje necessitam extremamente de um animal de estimação… Não que seja ruim tê-lo, mas percebe-se que a motivação e a confiança em estabelecer laços com outras pessoas está cada vez mais difícil. Por que será?

Ser empáticos nos aumenta as chances de que nosso relacionamento funcione se, de vez em quando, nos colocamos no lugar do outro. Aceitar o histórico de vivências negativas e positivas mútuas vai ajudar a viver, não apenas a sobreviver. Ser empático nos torna mais sensíveis e respeitosos com as limitações dos outros. Por exemplo, seremos capazes de entender a frustração que pais de crianças com autismo podem sentir em determinados momentos devido à impossibilidade de se comunicar com seus filhos.

Aumentar a empatia das crianças e dos adolescentes apelando aos seus sentimentos é um excelente recurso para prevenir possíveis comportamentos sociais indesejáveis, como o bullying ou a passividade em relação a ele.

Por fim, a empatia é uma habilidade que serve exatamente para melhorar as relações interpessoais, estreitar os laços e aproximar os corações. Além disso, é muito útil para prevenir boa parte do sofrimento moderno, marcado pela sensação de vazio e solidão que se instalou em muitas pessoas que gritam, mas não se sentem ouvidas, reconhecidas ou queridas.

Laís Aparecida

Psicóloga Clínica
Pós-graduanda em Criminologia e Psicologia Investigativa Criminal

Contatos: 83 99896 6512
laispsicologia@outlook.com

Da Redação/Portal Araçagi

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